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Jan 09
Os recursos do subsolo • Os recursos naturais São uma grande variedade de fontes de matérias-primas, a partir das quais se obtêm os materiais e a energia que o Homem utiliza, quer para sobreviver, quer nas mais diversas actividades quotidianas. Os recursos naturais podem ser classificados de diferentes modos, sendo, frequente distinguir entre eles 4 grupos: os recursos minerais, energéticos, hídricos e biológicos.  Recursos minerais: Os recursos minerais são considerados recursos não renováveis (são os recursos naturais que levam milhares de anos a formarem-se naturalmente e que, por isso, quando são consumidos não podem ser repostos em poucas gerações). Os minerais são substâncias não organizadas que se encontram no interior ou na superfície da Terra. Apesar de este recurso não ser renovável tem sido cada vez mais explorado. Os recursos minerais são muito importantes para: -a economia; -o desenvolvimento; -a compreensão da história geológica; -a configuração da Terra e dos outros planetas. Dentro dos recursos minerais, temos os/as: •Minerais metálicos – aqueles que na sua constituição existam substâncias metálicas. O cobre, o estanho, o ferro e o volfrâmio, são exemplos disso. •Minerais não metálicos – são os minerais que não são formados por materiais metálicos. Como, por exemplo, o sal-gema, o quartzo e o caulino. •Rochas industriais – são as rochas que se destinam, principalmente, à sua transformação na industria e na construção civil, como o, granito, o calcário e as margas, por exemplo. •Rochas ornamentais – são as rochas que por serem bonitas, são utilizadas na ornamentação de edifícios e ruas, na construção de mobiliários e de peças decorativas. As que se utilizam mais são o mármore e alguns tipos de granito. .Águas minerais naturais (agua termal) – as que provêm de fonte natural e cujas propriedades físico-químicas servem para fins terapêuticos. • Águas de nascente – todas as que provêm de fonte natural e que são próprias para beber.  Unidades geomorfológicas do território português: 1. Maciço antigo; 2. Orlas sedimentares ou mesocenozóicas; 3. Bacias sedimentares. 1) Maciço Hespérico ou antigo: O maciço Hespérico ou maciço antigo é a unidade geomorfológica mais antiga. Do ponto de vista litológico, é constituído por rochas de grande dureza (granitos, xistos, calcários cristalinos e quartzitos). Em termos morfológicos, encontra-se dividido pela Cordilheira Central (serra da Estrela, Lousã, Açor e Gardunha). A norte da Cordilheira Central predomina um relevo acidentado com alguns planaltos. A sul da Cordilheira Central, estende-se uma grande área aplanada, que resulta do desgaste e da acumulação de sedimentos, designada por peneplanície. 2) Orlas sedimentares ou mesocenozóicas: As orlas mesocenozóicas resultam do acumulamento numeroso de sedimentos que provêm do desgaste ocorrido pelo maciço antigo. Por isso, a diversidade geológica é menor, sendo predominantes as rochas do tipo sedimentar. A orla Ocidental, formada na era secundária, vai desde Espinho ate à serra da Arrábida. Esta subunidade estrutural separa-se do maciço antigo por um acidente geológico, designado por falha de Coimbra. A norte desta falha, predominam as areias, os arenitos, as margas, a argila e algum calcário. A sul dominam as planícies e os baixos planaltos. Nesta área emerge o maciço calcário estremenho, formado pelas serras de Sintra, essencialmente granítico, e da Arrábida, de natureza calcária. A orla meridional localiza-se na faixa litoral algarvia. Esta área é enrugada, é baixa e plana junto à medida que avançamos para o interior. Nesta orla, também, predominam rochas de origem sedimentar (areias, arenitos, argilas, calcário, mármore e sal-gema). 3) Bacias sedimentares: As bacias sedimentares correspondem à unidade geomorfológica de formação mais recente, porque tiveram lugar durante as Eras terciária e quaternária. Por exemplo, as bacias de sedimentação do Tejo e do Sado, tiveram resultado da deposição de sedimentos marinhos e fluviais. Nestas áreas predominam as rochas sedimentares, como as areias, o cascalho, as argilas e o calcário. Nos Açores e na Madeira a constituição geológica, de origem vulcânica, determina a reduzida diversidade de recursos minerais. Nos Açores exploram-se, essencialmente, basalto, pedra-pomes e argilas. Na Madeira exploram-se, principalmente, areias e basalto.  Indústria extractiva: A indústria extractiva é a indústria que permite a exploração dos recursos. Portugal é um país relativamente rico no que diz respeito à quantidade e diversidade de recursos minerais, principalmente, de rochas industriais e ornamentais e de águas minerais e de nascente. Mas, contudo, a nossa indústria extractiva está ainda pouco desenvolvida. Mas apesar de tudo, a partir do ano 2003, a evolução foi globalmente positiva, isto confirma-se pelo acréscimo do valor da produção entre 2004 e 2005 (aumentou sensivelmente 13%). Este aumento justifica-se essencialmente pelo acréscimo da procura ocorrida nos subsectores dos minérios metálicos e das águas minerais e de nascente. Mas a partir do ano 2002 a importação tem vindo a diminuir, até que em 2005 à mais exploração do que importação, e a economia nacional saiu a ganhar, apesar de não ter uma elevada quantidade de dinheiro. As principais jazidas e áreas de exploração Minerais metálicos: Em Portugal os minerais metálicos com maior importância são os de cobre, estanho e tungsténio, explorados principalmente nas regiões do Centro e do Alentejo. Neste subsector, os projectos mineiros com maior importância são os de Nerves Corvo, no Alentejo, e a Panasqueira, na região Centro. As jazidas de Neves Corvo produzem essencialmente cobre e estanho. E as jazidas da Panasqueira produzem principalmente volfrâmio que serve para o fabrico de filamentos de lâmpadas eléctricas incandescentes. O cobre é o recurso mineral com maior produção. As maiores reservas de minério de cobre da Europa situam-se no nosso país, desde Grândola até às proximidades de Sevilha (faixa piritosa alentejana). O ferro é um dos recursos metálicos de maior importância a nível mundial. Em Portugal existem razoáveis quantidades de minério de ferro, localizadas em Moncorvo, Marvão e Cercal, mas nos últimos anos a produção de ferro decaiu e a sua exploração passou a fazer-se apenas nas minas do Cercal (Alentejo). O ouro e a prata merecem uma referência pelo preço que atingem e pelas várias aplicações em que são utilizados. Actualmente nenhum destes minerais é explorado. Reflexão pessoal: É importante o conhecimento da existência das 3 unidades geomorfológicas de Portugal continental porque assim é mais fácil localizarmos as zonas onde há mais recursos minerais para a exploração destes, ser mais rápida e mais fácil. Isto também é importante para a economia portuguesa porque se podem construir fabricas perto das zonas onde existem recursos minerais e, assim, criar mais postos de trabalho. E, se há mais postos de trabalho há mais produção, logo, vai haver maior número de exportações do que importações. E assim a economia portuguesa fica a ganhar! Susana Costa
publicado por hiphophistoriadora às 21:15

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